15h50 - Ministro da Saúde convoca população a aderir à campanha de vacinação
A campanha de vacinação contra a nova gripe, que terminaria neste sábado (8) para doentes crônicos, crianças de seis meses a dois anos, gestantes e jovens de 20 a 29 anos, foi prorrogada até o dia 21 de maio nos estados que não conseguiram atingir a meta.
Temporão atribuiu a baixa adesão às dúvidas e desconfianças geradas sobre a eficácia da vacina, mas se mostrou otimista de que o Dia D, neste sábado, vai atrair milhares de pessoas aos postos, que funcionarão das 8h às 17h.
O Rio de Janeiro foi um dos estados com índices mais baixos de vacinação entre gestantes e jovens de 20 a 29 anos de idade.
A partir da próxima segunda-feira (10), a vacina contra a influenza A (H1N1) – gripe suína estará disponível para adultos de 30 a 39 anos. A expectativa do ministério é vacinar 30 milhões de pessoas nessa faixa etária.
Temporão informou que até agora foram aplicadas no país 47,5 milhões de doses contra a nova gripe, o que representa mais de 15% das doses da vacina aplicadas em todo o mundo. “Vamos dar uma acelerada e no final destes dois meses e meio de campanha chegaremos a 90 milhões de brasileiros vacinados, deixando o Brasil como o país com a maior cobertura contra este vírus”, reiterou o ministro.
Ele lembrou que a escolha dos grupos a serem vacinados (trabalhadores da área de saúde, gestantes, doentes crônicos e indígenas aldeados) foi uma determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e que o acréscimo das crianças de seis meses a dois anos e de jovens de 20 a 39 anos foi feito no Brasil com base nos altos índices de registro da doença nestes grupos.
Este ano, o Ministério da Saúde registrou 50 mortes pela influenza A (H1N1) – gripe suína e 361 internações. Um em cada cinco doentes eram mulheres grávidas.
A campanha de vacinação do idoso contra a gripe comum lançada hoje (7) segue até o dia 21 de maio nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Nas regiões Norte e Sul, a campanha começou no dia 24 de abril e termina neste fim de semana.
Segundo o Ministério da Saúde, a divisão do calendário ocorreu devido a um atraso na entrega das vacinas pelo Instituto Butantan.
Agência Brasil
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